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Mamíferos

A principal característica é a existência de glândulas mamarias nas fêmeas (ou seja mamíferos mamam).

O corpo se divide em cabeça, tronco e membros.

A definição logo faz pensar numa aula de anatomia humana. No entanto, convém lembrar que gato, cachorro, cavalo e muitos outros animais têm a mesma divisão corporal: ela é comum a toda a classe dos mamíferos.

Existem também variações quanto ao modo de viver. Alguns vivem em grupos, ou então, mesmo vivendo isolados, agrupam-se na época do cio.

Os mamíferos podem ser de diversos tamanhos, des dos maiores animais, como a baleia e o elefante, até os menores, como o camundongo e alguns minúsculos insetívoros.

Os mamíferos também possuem a bexiga urinária separada do tubo digestivo.
Apenas o ornitorrinco, mamífero primitivo, ainda possui cloaca (como as aves).

Todos os mamíferos são vertebrados, com esqueleto interno (ao contrário dos insetos).

O número de dedos de um mamífero nunca é superior a cinco.

 

Alimentação dos mamíferos

Um animal grande de sangue frio, como a cobra, pode ficar semanas sem comer.
Mas os mamíferos, ativos e de sangue quente, precisam de muita energia para se manter

Uma das razões da grande necessidade de energia dos mamíferos é a capacidade de estarem ativos no inverno, quando os animais de sangue frio são lerdos e preguiçosos. Talvez por isso boa parte da caçada seja feita ao alvorecer e anoitecer, antes que o calor do dia permita que os répteis, insetos e outras presas de sangue frio se aqueçam e dispersem.

Quanto menor o mamífero, mais ele tem de comer, pois proporcionalmente os corpos pequenos têm uma área maior que os corpos grandes e perdem calor muito mais depressa. Nos climas frios, os mamíferos pequenos têm apenas algumas horas para encontrar o alimento. Os musaranhos não fazem quase nada além de comer vorazmente, descansar para digerir e voltar a comer como esganados. A quantidade de alimento que ingerem por dia equivale ao peso do seu corpo, e podem morrer de fome em apenas três horas.

Poucos lugares oferecem abastecimento de alimento durante todo o ano. Sabendo disso, nossos antepassados perceberam a necessidade de construir depósitos que armazenassem o alimento.

 
 

Há milhões de anos outros mamíferos estocam alimento em tempo de fartura para comê-lo em tempo de escassez.

Os grãos são os preferidos. Neles a planta-mãe deixou os nutrientes necessários para a fase de germinação. O grão, portanto, é uma refeição nutritiva pronta e embalada. E o animal que enterra o grão e o esquece faz a planta germinar.

A carne é mais problemática, pois se decompõe, mas enterrá-la é uma das técnicas de mamíferos como a raposa. Com sua astúcia, a raposa não guarda todo o excedente de alimento em um único lugar. Ela constrói depósitos em lugares diferentes, porque, se um deles é descoberto por outro animal, ela não perde o lote todo.

Os mamíferos usam diferentes métodos para armazenar a energia e os nutrientes de suas refeições. Esses métodos foram evoluindo conforme a oferta de alimentos.

glandulas mamárias

Outras características comuns a todos os mamíferos:

Os exemplos abaixo são partes do corpo de um cavalo

Glândulas mamárias

Todos os mamíferos pussuem glândulas mamárias.

Segregam o leite necessário para a alimentação dos filhotes.
Ocorrem nos dois sexos, mas desenvolvem-se mais nas fêmeas, e o número de mamas varia conforme a espécie.

mamiferos mamam

Alimento completo

O leite produzido pelas fêmeas dos mamíferos é um alimento completo para os filhotes. Contém gorduras e açúcares que fornecem energia, vitaminas e aminoácidos essenciais além de água e sais minerais.

Nas primeiras horas após o nascimento dos filhotes, o leite da mãe também contém muitos anticorpos para protegê-los contra infecções (colostro).

As proporções dos ingredientes básicos do leite variam muito de uma espécie para outra.

As focas e os leões marinhos produzem um leite rico em gordura.

Os mamíferos jovens são bastante protegidos, em comparação à maior parte dos outros animais. Só brigam por alimento com seus irmãos, e o leite, mesmo quando começam a comer a mesma comida dos adultos permite que eles se desenvolvam fortes.

Os filhotes de mamíferos são indefesos e dependentes por mais tempo que a maioria dos outros animais, mas são protegidos pela mãe até se tornarem independentes.

diafragma

Diafragma

É um músculo que separa os órgãos toráxicos (coração e pulmões) dos órgãos abdominais (estômago, intestinos, fígado, pâncreas, baço, rins, etc.).

O diafragma delimita uma verdadeira cavidade toráxica, funcionando também como uma espécie de êmbolo, que colabora tanto na respiração como na circulação sanguínea.

Bigodes

Os bigodes de mamíferos como o rato são pêlos com células sensoriais embutidas na pele. Eles detectam qualquer movimento. Alguns mamíferos possuem esses pêlos nas pernas, nos pés ou nas costas.

Siga o líder

Nos grandes rebanhos, o animal mais corajoso assume a liderança e os demais o seguem. Nos ruminantes, geralmente a lider é uma fêmea idosa, especialmente se não tem prole.
Nos Primatas, quem manda geralmente é um macho adulto, que o conquista o poder através de lutas com os rivais do mesmo bando.

Pode-se dizer, que o poder entre os macacos está na força, enquanto que entre os ruminantes, o poder está na experiência e na competência.

coração de cavalo

Coração

Nos mamíferos, como nas aves, o coração é dividido em quatro cavidades, havendo completa separação entre o sangue arterial e o venoso.

Existe, portanto, circulação sanguínea dupla e completa.

Mas somente nos mamíferos a artéria aorta é dirigida para o lado esquerdo.

Velhice

A duração da vida está relacionada com a lentidão do desenvolvimento. Os Mamíferos de porte médio atingem a velhice aos 10 anos e poucos chegam aos 30, que é a idade em que o homem atinge a plenitude de seu desenvolvimento.

A senilidade caracteriza-se pela diminuição da força, embranquecimento dos pêlos, perda dos dentes, e quebra de chifres.

glandulas sudoríparas

Glândulas sudoríparas

Têm sua origem na derme, e se abrem em poros na epiderme. Segregam uma substância rica em sais de sódio, regularizando a quantidade de líquido no organismo e o equilíbrio térmico.

Mamíferos têm temperatura constante (são homeotermos). Também chamados de "animais de sangue quente", que quer dizer exatamente a mesma coisa.

E embora as aves também sejam animais homeotermos, os mamíferos têm a secreção de um líquido rico em sais de sódio (suor) que mantém o equilíbrio térmico por meio das glândulas sudoríparas.

Filhotes de mamíferos brincam

Como outros filhotes, os filhotes de baleias podem brincar por horas a fio. Nadando para longe da mãe e voltando em círculos, eles desenvolvem força e habilidade. Eles também brincam de boiar de barriga para cima e de bater na superfície da água com o rabo.
Como a maioria das brincadeiras, esses comportamentos são específicos de uma espécie e referem-se ao comportamento do animal adulto.

O filhote do veado vermelho passa os primeiros dias da vida sozinho com a mãe. Depois, os dois juntam-se ao resto do grupo, e o filhote brinca com os outros filhotes. Suas brincadeiras concentram-se no comportamento necessário para fugir, como galopar ou parar subitamente e permanecer imóvel.

Brincadeiras solitárias, como as cambalhotas das ovelhas, pode ser uma maneira de exercitar os músculos em crescimento, como também um meio de adquirir as habilidades necessárias para façanhas físicas, como subir morros íngremes.

lábioslaringe

Lábios

Exceto os monotrêmatos (ornitorrinco e equidna) , todos os mamíferos têm a boca rodeada por lábios, necessários aos pequenos animais para a sucção na fase de amamentação.

Laringe

É um órgão do aparelho respiratório, também característico dos mamíferos.
Além de ser caminho de entrada do ar, é essencial para a emissão de sons.
Está situada na parte média do pescoço, abaixo da de trás da língua e acima da traqueia.

 

pelo

Pêlos

Nasce e tem a raiz ou bulbo na derme e cresce em direção à epiderme.

A pelagem dos mamíferos oferece proteção e aquecimento aos animais, mas também pode favorecer o aparecimento de parasitas, que se alojarão na pele quente e se alimentarão sugando seu sangue.

Podem formar uma capa densa, como nos carneiros, ou restrita a determinadas áreas, como no leão-marinho.

Muitos mamíferos limpam-se a si mesmos, mas muitos também fazem higiene em grupo, um ajudando o outro nessa tarefa (como fazem os macacos). Funciona melhor, pois sozinho um macaco não pode alcançar suas próprias costas.

A higiene coletiva faz com que o mesmo cheiro se misture em todos os animais do grupo, permitindo que eles se identifiquem uns aos outros e afastem logo os intrusos.

A coloração dos Mamíferos geralmente ajuda a torná-los pouco visíveis no ambiente natural onde vivem. Isso pode ser conseguido com a cor da pelagem, que se confunde com a do solo ou da vegetação, com o padrão dos desenhos, que disfarçam a silhueta e disfarçam os contornos.
Quando bem nutridos, os Mamíferos exibem a pelagem lisa e brilhante.

mandíbula de cavaloA camuflagem traz vantagens evidentes: permite a um predador aproximar-se da presa sem ser percebido e faz com que uma possível presa se torne invisível aos olhos de um predador.

A pelagem dos Mamíferos sofre mudas periódicas, mas o processo não é igual ao das Aves. Nas espécies que têm o corpo coberto por placas e escamas, como os tatus, partes de sua couraça ou casco se despregam inesperadamente. Nos ouriços e porcos-espinhos, são os espinhos que se desprendem, e nos demais Mamíferos os pêlos velhos são substituídos por novos. Nas regiões tropicais, a muda processa-se gradualmente. Onde o clima é marcado pela sucessão de quatro estações bem diferenciadas, a muda é anual, e a pelagem de inverno pode ser de cor diferente.

Mandíbula

Só nos mamíferos o maxilar inferior ou mandíbula é formado por apenas um osso articulado díretamente com o crânio (articulação têmporo-mandibular).

leãodentição em mamíferos

Em quase todos os mamíferos, os dentes são indispensáveis à alimentação.
Por isso, são diferentes entre si, conforme sua função: incisivos, caninos, pré-molares e molares.

Os mamíferos em geral, apresentam duas dentições: dentes de leite e dentes definitivos.

comparativo de tamanhos de cérebros de alguns mamíferos

Cérebro

O cérebro dos mamíferos apresenta maior complexidade estrutural, em relação ao dos outros animais.

Há sempre dois hemisférios, cobrindo em parte o cerebelo e ligados pelo corpo caloso rudimentar ou mais ou menos desenvolvida, de acordo com o animal.

De modo geral, quanto mais desenvolvido intelectualmente for o mamífero, tanto mais cheia de rugas será a superfície externa do cérebro.

A medula espinhal dos mamíferos é mais complexa que a das aves, e termina na cauda, por um feixe de nervos.

Os nervos cranianos são distribuidos em doze pares regulares.

Veja também algumas curiosidades sobre o cérebro dos seres humanos.

 

Boa parte dos mamíferos marca território com o cheiro

Cachorros, gatos, lobos,leões e muitos outros usam a urina para demarcar seu território.

Outros, como os gerbilos da Mongólia, que eliminam pouca urina ou fezes, esfregam suas glândulas estomacais nas pedras e rochas pelas quais passam.

As marcas de cheiros revelam muito sobre o sexo, a saúde, o estado reprodutivo e o humor do animal, e também podem dar uma ideia de seu tamanho. A altura do poste de marcação no qual o animal coloca seu cheiro indica seu tamanho para os que sentem o cheiro (embora alguns animais tentem se passar por muito maiores. Os mangustos-anões plantam bananeiras para marcar as rochas e as árvores o mais alto possível com uma glândula olfativa anal, e alguns cães de raça pequena também plantam bananeira para fazer seu xixi mais alto).

Sinais visíveis também atraem a atenção para as marcas de cheiro. Os esquilos arrancam a casca das árvores que assinalam com o cheiro, e os tigres deixam profundas marcas de unhas quandos esfregam as glândulas entre os dedos do pé nas árvores.

ouvido de cavalo

O caracol e os três ossículos do ouvido médio

Apenas os mamíferos possuem no ouvido médio os três ossinhos martelo, bigorna e estribo - que recebem as vibrações da membrana timpânica, transmitindo-as para o labirinto membranoso, onde está o caracol, contendo um conjunto de células sensíveis às vibrações sonoras, que as transformam em influxos nervosos.

Chifres

Muitos mamíferos evitam o combate físico e usam táticas para deter os agressores sem riscos de se machucar. Exibem os chifres e cornos, mostram os dentes, eriçam os pêlos para aumentar seu tamanho e emitem sons agudos. Circunstâncias não faltam para uma boa briga: disputa por alimento, por território,pela fêmea. Mas lutar é perigoso. Se o animal, mesmo vencedor, for ferido, corre o risco de ser morto por predadores.

A cauda dos mamíferos

A cauda é a continuação da coluna vertebral. Por fora, as caudas variam de tamanho, forma e função e revelam as intenções e o humor do animal.

A linguagem dos rabos é comum entre os mamíferos: com seus movimentos eles mostram agressividade, submissão e outros sentimentos.
O cachorro abana o rabo quando está feliz e o coloca entre as pernas quando é repreendido. Mas o lobo e alguns cães resultantes de cruzamentos com lobos, erguem o rabo e abanam quando vão atacar.
O gato eriça o rabo quando está com raiva.
Poucos mamíferos não têm cauda, e nós, os humanos, estamos incluídos entre esses. Uma pequena saliência formada pela reunião das últimas vértebras atrofiadas é o que sobrou de nossa cauda (o cóccix).

O cavalo usa sua cauda para espantar insetos. As últimas quinze vértebras ocupam quase a metade do comprimento do rabo e são movidas por músculos longitudinais. Ao cortejar uma fêmea, sua cauda se mantém em pé: sinal de excitação. Sacudir o rabo rapidamente indica zanga, irritação ou dor.

O elefante, maior mamífero terrestre vivo, tem escassos pêlos duros na pele e um tufo espetado no fim do rabo.

O rabo do leão possui um tufo de pêlos escuros na ponta.

A cauda do cervo-dama é escura no alto e branca na ponta. O pêlo embaixo do rabo é esbranquiçado com listras pretas.
Quando ameaçado, ele ergue o rabo para alertar os companheiros.

O rabo preênsil de alguns primatas enrola-se com facilidade nos galhos e funciona como um quinto membro, como é o caso da cauda preênsil do macaco-aranha lhe é muito útil.

Como se fosse um xale, a cauda peluda da raposa-vermelha mantém o animal aquecido durante o inverno. As raposas não são caçadoras solitárias. Sociáveis enviam com o rabo sinais visuais aos outros membros do grupo. A ponta do rabo pode ser escura ou branca.

O castor nada com as patas espalmadas e usa o rabo, chato e escamoso, como leme. Quando quer um impulso extra, agita o rabo para cima e para baixo. Em perigo, o castor bate com força o rabo na água alertando e atraindo os companheiros.

A pelagem branca do arminho no inverno (marrom no verão) é uma boa camuflagem na neve. Imagina-se que a ponta da cauda, preta, sirva para confundir as aves predadoras, como as corujas que, se atacarem, irão mirar aquela parte visível e não a cabeça.

Os lêmures de rabo anelado são mamíferos sociáveis, de hábitos diurnos. Quando caminham nas quatro patas, mantêm a cauda levantada. Ao desafiar outros machos pela conquista de uma posição hierárquica no grupo, o lêmure esfrega o rabo em glândulas odoríficas que possui nos ombros e antebraços e depois, golpeando de leve a própria cabeça com o rabo, espalha seu mau cheiro pelo ar.

Assim como a parte superior do corpo do tatu, o rabo também é revestido de uma couraça de placas formadas por pele endurecida.

O esquilo-voador salta de árvore em árvore, amortecendo as quedas com abas de pele nas laterais.O rabo achatado funciona como leme e breque.

A cauda da baleia é formada por dois grandes lobos. A capacidade de nadar da baleia provém de poderosos músculos traseiros que movem os lobos para cima e para baixo.



Sentidos

Os mamíferos possuem visão, audição, olfato, paladar e tato bem desenvolvidos.
Os sentidos evoluíram e adaptaram-se ao estilo de vida de cada animal. A boa visão é inútil para a toupeira, que leva vida subterrânea. Mas seu focinho, muito sensível, combina tato e olfato na procura de alimento (principalmente minhocas que saem das paredes da toca).
Já os homens dependem da visão. Quatro quintos daquilo que o nosso cérebro conhece é assimilado pelos olhos. E difícil imaginar a eficácia com que um mamífero de bom nariz "cheira" o mundo ou como um morcego "ouve" o ambiente com seu "radar".

Sabe-se, porém, que a lei da compensação funciona também aqui. Os homens, mesmo dependendo muitíssimo dos olhos, não têm visão tão espetacular como a de algumas espécies de esquilo. Mas os primatas, incluindo os homens e os prossímios, podem distinguir cores, enquanto a maioria dos mamíferos vê o mundo em preto e branco.

Como os cachorros, muitos mamíferos têm audição apuradíssima. Eles movem as orelhas, apontando com precisão para o local de onde partiu o som.

Com um bico extremamente sensível, o ornitorrinco escava rios e riachos à procura de presas - minhocas aquáticas, insetos e lagostins.

Um porco com "nariz treinado" é capaz de farejar trufas que depois de colhidas são vendidas como valiosas iguarias.

A língua do leão não serve somente para saborear os alimentos.

A amizade entre espécies diferentes não é tão incomum

Apesar desses pontos em comum, existem entre os mamíferos aparência e hábitos tão diferentes, que nem parecem ser da mesma grande classe.

Os mamíferos dividem-se em duas subclasses.

Numa delas, a dos mamíferos placentários, o homem está incluído, ao lado dos peludos macacos e dos gorilas, todos pertencentes à mesma ordem dos Primatas.
Como primatas, somos aparentados com os macacos. Como placentários, temos relações de parentesco muito mais extensas, abrangendo animais como o elefante, a baleia, o rinoceronte, o hipopótamo, o tamanduá, o coelho, o gato, o morcego e outros familiares. Como mamíferos, também somos aparentados ao canguru e ao ornitorrinco.

O ornitorrinco constitui, com as équidnas, a ordem inferior dos mamíferos. Vive na Austrália e Tasmânia e possui características de ave e de réptil. Tem bico e patas semelhantes aos dos patos , é aquático e põe ovos.

Os ovos do ornitorrinco crescem dentro do útero materno e o alimento, fornecido pelo organismo da mãe, atravessa a casca. Isso não acontece com aves e répteis, que não têm útero. Mas, como as aves, o ornitorrinco tem um bico córneo, e isso impede movimentos de sucção. O filhote ingere o leite que escorre pelos pêlos.

A maioria dos mamíferos é vivípara, isto é, desenvolve-se no interior do ventre materno.

cavalo

Os primeiros mamíferos surgiram há mais de 150 milhões de anos. Mas Terra nessa época era dominada por gigantescos répteis (dinossauros).
A extinção de grande parte dos dinossauros, no fim da Era Secundária, permitiu que os mamíferos se difundissem e ocupassem a superfície terrestre.

No início da Era Terciária, há cerca de 70 milhões de anos, assumiram papel de importância no cenário da vida animal. Pelo tamanho e organização, apresentavam condições ideais de sobrevivência onde os grandes répteis haviam perecido.

Hoje, os mamíferos são encontrados em todas as regiões do mundo. Ocupam a água, a terra e até o ar.

Alguns podem voar, como o morcego. As mãos, de dedos muito desenvolvidos e ligados por membranas, com a evolução, se transformaram em asas.

Em todos os mamíferos, os dois pares de membros são adaptados à função de locomoção. Assim, os que foram viver na água desenvolveram membros que permitissem o deslocamento na água. A foca tem quatro nadadeiras e a baleia tem os membros posteriores atrofiados, e os anteriores permaneceram curtos, semelhantes a nadadeiras. Outros têm  garras, unhas ou cascos.

Na escolha da alimentação, há mamíferos com todos os gostos: carnívoros, insetívoros, herbívoros e onívoros.


As ordens da classe

A classe dos mamíferos é uma das maiores do reino animal. Nela se distinguem dois grandes grupos: os Prototérios e os Terios.

O ornitorrinco, da Austrália, e a équidna, da Nova Guiné, possuem uma característica que os diferencia de todos os outros mamíferos vivos: seus aparelhos digestivo, urinário e genital abrem-se num único orifício, a cloaca. Por esse aspecto enquadram-se numa, ordem à parte, a Monotremata, isto é, com um único orifício.
Representam o grupo mais primitivo de mamíferos, ou seja, o que dispõe de menor complexidade e especialização do organismo. Por isso recebem também o nome de Prototérios. No entanto, isso não significa que os outros tenham evoluído a partir deles. Constituem uma subclasse que conservou muitas das características de grupos de mamíferos primitivos que se extinguiram.

A outra subclasse, dos Térios, inclui a infraclasse Metatérios.
O aspecto mais típico da infraclasse, onde estão enquadrados os cangurus, é o marsúpio, bolsa de pele das fêmeas, onde ficam alojados os recém-nascidos.

ornitorrinco


Prototérios

Subclasse dos Monotrêmatos (Subclasse dos Prototérios)

O grupo mais primitivo de mamíferos inclui o ornitorrinco, da Austrália, de vida semi-aquática, bico córneo semelhante ao do pato, comedor de crustáceos, larvas de insetos e vermes. É do mesmo grupo da équidna, da Nova Guiné, que vive em terreno seco, tem bico longo e fino e língua comprida, que usa para apanhar cupins e formigas.

Mamando na pele

Apenas seis das 4.237 espécies de mamíferos põem ovos. São o ornitorrinco da Austrália e cinco espécies de equidnas da Austrália e da Nova Guiné, únicos membros da ordem Monotremata. Quando os ovos brancos de casca dura eclodem, cerca de duas semanas depois da postura, o filhote se alimenta do leite da mãe, que escorre de poros dilatados na pele (elas não possuem tetas).

equidna

 

Na foto ao lado um Equidna

A equidna da Austrália e da Nova Guiné tem uma capa de espinhos semelhante à do ouriço. Mesmo assim, é apenas um parente afastado que desenvolveu o mesmo sistema de defesa. O ouriço dá à luz filhotes e a equidna põe ovos.

canguru

 

Térios

Metatérios

Subclasse dos Marsupiais (Subclasse dos Térios)
Os filhotes nascem após umas três semanas de gestação, não desenvolvidos de todo, cegos, completamente sem pêlos, com orelhas muito pouco visíveis, membros ainda curtos. Quase sempre passam algum tempo protegidos dentro do marsúpio, como os coalas e os cangurus da Austrália. Outros marsupiais são o gambá e a cuíca, da América, o lobo-da-tasmânia e o demônio-da-tasmânia.


touro
Placentários

Ordem dos Artiodáctilos

Devem o nome ao fato de terem geralmente quatro dedos funcionais, ou, raramente, dois. Todos têm o estômago adaptado para a ruminação, com exceção do porco, do javali e do hipopótamo, da subordem dos Suiformes (que não ruminam). Tilópodes e Ruminantes são as outras subordens. À primeira destas pertence a família dos Camelídeos: camelo, dromedário e lhama. Boi, girafa, cervo, alce e alguns outros são ruminantes, com estômago de quatro cavidades.

 

lince
Ordem dos Carnívoros

Uma das subordens vivas distingue-se pelos dedos separados entre si: é a dos Fissípides, que compreende as famílias dos Canídeos (cão, raposa, lobo), Ursídeos (urso), Procionídeos (quati, panda), Mustelídeos (lontra, furão, marta, cangambá, ariranha), Viverrídeos (mangusto), Hienídeos (hiena), Felídeos (gato, leão, onça, lince, tigre, puma). A subordem dos Pinípides vive no mar: tem membros transformados em nadadeiras e distribui-se em Otarídeos (otária, leão-marinho), Odobenídeos (morsa) e Focídeos (foca, elefante-marinho).

 

rinoceronte
 
Ordem dos Perissodáctilos

Herbívoros, de estômago simples, englobam três famílias, todos com membros longos e grande porte. São Equídeos o cavalo, o asno e a zebra, de um só dedo funcional. A anta ou tapir, com quatro dedos nos membros anteriores e três nos posteriores, é da família dos Tapirídeos. O rinoceronte, dos Rinocerotídeos, tem três dedos.

peixe-boi
 
 
Ordem dos Sirênios

Herbívoros de vida aquática. Inclui o manatim ou peixe-boi, que vive nos rios quentes do Brasil, Flórida e oeste da África, o dugongo, no mar Vermelho e costas da índia, Nova Guiné e Austrália. Grandes, de corpo fusiforme, têm atrofiados os membros posteriores e têm os anteriores adaptados como nadadeiras.

procavia
 
 
Ordem dos Hiracóides

Externamente lembram os porquinhos-da-índia, mas estão relacionados Com os animais de casco. Pertencem a um só gênero, Procavia, com espécies na África e na Síria. São pequenos, com quatro dedos nos membros anteriores, três nos posteriores, cauda e orelhas curtas.

coelhinho branco
 
 
Ordem dos Lagomorfos

Pertencem a ela o coelho, a lebre e pequenos animais do gênero Ochotona, semelhantes ao rato. Com quatro incisivos superiores de crescimento contínuo, distinguem-se dos roedores, que têm apenas dois. Alimentam-se de folhas, ramos, raízes. O coelho e a lebre, da família dos Leporídeos, apresentam orelhas longas e membros posteriores adaptados ao salto.

aardvark
 
Ordem dos Tubulidentados

Há uma só espécie, verdadeiro fóssil vivo: é o "aardvark", da África, animal noturno do género Orycteropus. Tem focinho tubular, boca desprovida de incisivos e caninos, língua comprida e protrátil (que se alonga para a frente), com a qual captura seu alimento -formigas e cupins. As patas têm quatro ou cinco dedos.

cetáceo
Ordem dos Cetáceos

Mamíferos aquáticos, de corpo fusiforme, sem pescoço visível externamente e cauda musculocutânea, têm os membros anteriores adaptados à natação.

Há duas subordens: Odontocetos e Misticetos.

A primeira inclui seis famílias em que se encontram o delfim, o boto, o cachalote, o tucuxi, portadores de dentes cônicos apreensores.

À outra pertencem três famílias, cujos membros não tem dentes na fase adulta e apresentam barbatanas na abóbada da cavidade bucal. Entre estes está o maior dos mamíferos, a baleia.

elefante
 
 
Ordem dos Proboscídeos

Na África e sudoeste da Ásia vive o maior animal de terra firme: o elefante.

Herbívoro, tem os membros cilíndricos com patas de cinco, quatro ou três dedos, e casco semelhante a unha.

pangolin
 
Ordem dos Folidotos

Existe um único representante dessa ordem: é o pangolim, do gênero Manis, que vive na África e no sudoeste da Ásia. Seu corpo, coberto de escamas córneas, tem pêlos esparsos nos intervalos. Sem dentes, usa a longa língua para capturar insetos.

tamanduá
 
 
Ordem dos Edentados

Muitos deles não têm dentes (como o tamanduá) mas a preguiça só não tem os incisivos.
Na América do Sul vive a maioria dos representantes das três famílias:
Mirmecofagídeos - o tamanduá, de cabeça alongada, focinho comprido e longa língua, é especialista em apanhar formigas e cupins.
Dasipodídeos - o tatu, de couraça óssea.
Bradipodídeos - a preguiça.

morcego
 
 
Ordem dos Quirópteros

Os únicos mamíferos que realmente voam, graças à ligação dos dedos das mãos por uma ampla membrana, o patágio. Assemelham-se a ratos, com o pavilhão das orelhas geralmente grande e móvel.
O maior é o Pteropus vampirus, de Java, da subordem dos Megaquirópteros.
Os Micro-quirópteros são pequenos, de dentes agudos, e algumas espécies atacam os animais e chupam o sangue.
É a ordem do morcego.

dermóptero
 
Ordem dos Dermópteros

Consta de um único gênero, Galeopithecus, com três espécies, encontradas no sudeste da Ásia. Os dermópteros vivem nas árvores e dão grandes saltos, planando no ar, graças à membrana que se estende das patas traseiras às dianteiras. Exemplo: Colugos

toupeira
 
Ordem dos Insetívoros

São várias centenas de espécies de animais, todos de pequeno porte, incluindo o menor mamífero vivo, o Microsorex, cujo tamanho não ultrapassa 60 mm. Dos três grupos de insetívoros - toupeiras, ouriços e musaranhos - não existe nenhum representante natural no Brasil.

macaquinho
 
Ordem dos Primatas

Da subordem dos Antropóides, que inclui os macacos, consta a família dos Hominídeos, em que se situa o homem. A subordem dos prossímios inclue primatas mais primitivos, como os lêmures, semelhantes ao macaco no corpo e à raposa no focinho, e o társio.

rato
 
Ordem dos Roedores

Mais de 6 mil espécies e subespécies.
Com dois incisivos em cima e dois embaixo, de crescimento contínuo, e sem caninos, alimentam-se principalmente de ramos e raízes.
As patas têm cinco dedos com unha.
Os roedores são encontrados desde o nível do mar até 6 mil metros no Himalaia, em desertos secos ou florestas úmidas, em rios e lagos, mas nunca no mar.
Pertencem à ordem o rato, o esquilo, o porco-espinho, o castor, a cobaia e a capivara (o maior dos roedores).


Mamíferos aquáticos

Mamíferos adaptados à vida aquática, como o castor, a ariranha, o peixe-boi ou a baleia, têm dois problemas principais: respiração e natação.
Quase todos eles resolveram o problema de como respirar pouco (para não ter de subir muito à superfície) armazenando oxigênio em compostos químicos do sangue e dos músculos.
Quanto ao problema da natação, houve várias soluções, de acordo com a vida que cada espécie leva. A baleia e o peixe-boi adquiriram forma de peixe. A mais perfeita para nadar, mas que os impede de sair da água. O castor ficou a meio caminho: transformou a cauda num poderoso "remo". Mas manteve as quatro patas que lhe permitem viver no seco e construir suas casas.


Mamíferos Brasileiros

No Brasil não existem mamíferos muito grandes. Os maiores herbívoros do país, as antas e os veados, possuem porte bem modesto se comparado com seus parentes de outras regiões.
Seus grupos familiares, não são grandes como os rebanhos de antílopes e zebras que pastam pelas terras africanas, pois as gramíneas nativas do Brasil possuem baixa qualidade nutritiva. Os animais grandes e de vastos rebanhos apreciam habitar formações bem abertas, como os campos e as savanas do Quênia africano e suas redondezas. E nessas localidades as plantas forrageiras são excelentes para a alimentação dos animais.
No Brasil, porém, veados e antas têm de comer mais folhas de árvores do que capim. E isso, historicamente, limitou sua evolução.

Hoje em dia, os grandes rebanhos bovinos e equinos do país ingerem basicamente capim, forragem importada, de origem africana.
Os grandes carnívoros do Brasil são a onça (parecida com o leopardo africano), a suçuaranas ou leão baio (parentes dos pumas americanos).

Os macacos fazem o destaque primeiro dos mamíferos da Amazônia. Em sua grande maioria são exclusivos da mata densa.

Inúmeros outros mamíferos amazônicos pertencem a grupos que não são exclusivos da floresta, ocorrendo praticamente em todos os ambientes do Brasil. Por exemplo, os tatus, os tamanduás, os cachorros-do-mato, os veados, os porcos-do-mato, as antas, as diversas espécies de lebres e até a onça. Todos esses animais são encontrados também no cerrado ou no pantanal mato-grossense.

 
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