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Ratos, Hamsters, Camundongos e outros pequenos roedores

Alimento preferido de aves, repteis e de muitos mamíferos, os ratos (Ordem Rodentia) estão entre os animais mais caçados, e mesmo assim, não correm o menor risco de extinção.

 

ratinho dentro do pão

Além de serem caçados por vários animais, são caçados também pelos homens, em fazendas e cidades, por causa da destruição que fazem e do risco á saúde - pois podem ser transmissores de diversas doenças, como por exemplo lectospirose (transmitida pela urina dos ratos que vem para a rua nas enchentes).

O lixo acumulado torna o convívio com humanos bem favorável para o desenvolvimento dos ratos - apesar das desratizações frequentes nas cidades.

 

rato selvagem carregando bebês

Classe: Mamíferos
Ordem: Roedores
Família: Murídeos
Espécie: Apodemus sylvaticus

Rato Selvagem

Algumas alterações do ambiente perturbam a tranquilidade da fêmea do rato selvagem. Então, ela transporta os filhotes para outra de suas tocas, para protegê-los.

Durante a mudança de toca, a rata e seus filhotes podem precisar ultrapassar perigosos obstáculos, como esta corredeira.

Apesar do peso e dos filhotes agarrados a seu corpo, a rata consegue saltar com agilidade e segurança.


rato selvagem cuidando dos filhotes

 

O tato e a audição, como em outros animais de hábitos noturnos, são os sentidos mais aguçados e importantes.

Qualquer tremor suspeito ou som mais forte faz com que o rato fuja. Normalmente, rato não corre - anda depressa ou salta, mas não trota e nem galopa, porque ao locomover-se mantém sempre duas patas no chão.

Ele é um plantígrado - animal que apoia a planta dos pés para andar - como os ursos.

Já animais como o cavalo são digitígrados, pois andam apoiados nos dedos (o casco do cavalo é o terceiro dedo). O cavalo e seus parentes, quando correm para valer, levantam as quatro patas ao mesmo tempo, em certos movimentos.

 

toca do rato selvagem

Embora durante o inverno eles diminuam muito sua atividade, e fiquem quase o tempo todo nas tocas, eles não ibernam, e são obrigados a saírem para comer.

Quando acaba o inverno, os ratos-selvagens voltam a correr pelos campos.

Nos climas frios, ele é principalmente diurno. Nos climas quentes, também saem à noite.

Os ratos-selvagens costumam armazenar alimentos: nozes, sementes, bolotas de carvalho e frutas silvestres, na toca ou em algum esconderijo próximo.

 

 

rato

O rato-selvagem (e todos os ratos) tem alta capacidade de proliferação. As fêmeas são férteis durante o ano todo e têm vários partos num ano.

Cada gestação dura 22 dias e em dois meses as crias já são independentes.

Calcula-se que nas grandes cidades exista quase um rato por pessoa. E, no campo, mais ratos-selvagens do que qualquer outra espécie de mamífero, salvo casos excepcionais.

Outros fatores são a adaptabilidade e a inteligência. Nos trópicos, os ratos em geral são bichos noturnos, uma adaptação contra o calor do sol.

 

camundongo comendo

Classe: Mamíferos
Ordem: Roedores
Família: Murídeos
espécie: Mus musculus

Camundongo

Embora nas fazendas se tenha a falsa impressão de que seria melhor exterminá-los de vez, o camundongo (e os ratos em geral) é um mamífero muito importante na cadeia alimentar. Se não houvessem ratos nas fazendas, as rapozas atacariam as galinhas e o rebanho.

Nenhum outro mamífero é mais caçado do que o camundongo (e uma grande variedade de pequenos roedores).

Cobras e outros répteis, aves carnívoras, anfíbios, mamíferos e até peixes sobrevivem caçando o rato. É uma espécie de arroz com feijão da natureza.

Nas cidades, o homem tenta controlar sua proliferação, por causa das doenças e dos estragos que os camundongos podem causar. Mas a grande quantidade de comida e lixo só faz com que proliferem ainda mais.

O sucesso desafiador do gênero, em termos biológicos, é a consequência de dois fatores conjugados, entre outros: a capacidade de adaptar-se à dieta mais variada que um mamífero possa ter e a capacidade de proliferar. Por causa dessas duas características de seu organismo, o camundongo não está em risco de extinção - apesar de ser sumariamente caçado.

camundongo comendo a capa da fiação elétrica

As patas preênseis e os dentes afiados ajudam o camundongo a subir em paredes e móveis.

O camundongo se alimenta de quase tudo que seja comestível, inclusive o revestimento de fios elétricos, e isso pode ser muito perigoso para um mora na casa.

Todo roedor sabe nadar e o camundongo não é exceção. Mas, sempre que puder, ele evitará molhar o pêlo. O camundongo prefere lamber-se (como o gato) para remover detritos, poeira, piolhos, pulgas e outros parasitas.

Quando os camundongos invadem uma casa, as primeiras incursões pelos comodos são tímidas e rápidas. Pouco a pouco, porém, com o crescimento da população, eles acabam por formar uma rede de galerias e invadem tudo.

Desde que outras condições contribuam para isso, os camundongos podem sentir-se atraídos pela música. Aparentemente, o ritmo exerce alguma influência sobre o funcionamento do sistema nervoso deles (como uma boa parte dos animais, inclusive nós, humanos).

rato branco

ratão marrom

 

 

Dois ratões marrons do norte, com cerca de dois meses de idade, sentam-se atrás de sua mãe (mais ou menos do tamanho de um coelho) nas pastagens do norte da Austrália.

ratos acasalando

Rato-marsupial marrom

Diferente dos outros ratos, o rato-marsupial pertence à Ordem Dasyuromorphia.

Toda a população masculina de ratos-masurpiais marrons da Austrália, semelhantes aos gerbos - uma espécie de ratinhos marsupiais de patas largas - morre antes de os ovos serem liberados dos ovários das fêmeas. As fêmeas podem viver três anos e gerar duas ninhadas, mas os machos vivem menos de um ano e reproduzem apenas uma vez.

No início do período de reprodução, o corpo do macho passa por transformações que inevitavelmente irão levá-lo à morte. Seus testículos crescem até atingirem o tamanho equivalente a um quarto do peso de seu corpo, e começam a produzir grande quantidade de esperma e testosterona - o hormônio sexual masculino. Com toda essa testosterona na corrente sanguínea, o macho desenvolve um apetite sexual insaciável e chega a percorrer grandes distâncias para encontrar uma fêmea. Então, durante períodos de até 12 horas consecutivas, ele acasala com quantas fêmeas encontrar. Essa atividade pode repetir-se toda noite, durante quinze dias.
A testosterona (em excesso) tem o efeito colateral de baixar o sistema imunológico do macho, impedindo que seu corpo combata qualquer infecção ou doença. Depois do exaustivo período de acasalamento, em pouco tempo o macho contrai alguma doença. Toda a população masculina morre depois de uns dez dias de acasalamento, em julho ou agosto.
Na maioria dos mamíferos, depois que os espermatozóides são transferidos para a fêmea vivem apenas um ou dois dias, porém, no caso dos ratos-masurpiais marrons, a vida dos espermatozóides é mais longa. Os ovos das fêmeas são liberados depois de umas duas semanas do frenético período de acasalamento e são fecundados pelos espermatozóides que estiveram armazenados todo esse tempo no trato reprodutivo da fêmea.

filhotinho de rato

Filhotes

Todos os roedores, como ratos e camundongos, têm forte instinto maternal.

Os filhotes da maioria das espécies nascem cegos e pelados e morreriam facilmente, se abandonados.

Para manter seus filhotes aquecidos, a mamãe rata constrói um ninho com pêlos do seu peito para isolá-lo do frio. Às vezes, deita-se sobre os filhotes para aquecê-los.

Muitos roedores são incapazes de regular a temperatura do corpo nos primeiros dez a quatorze dias de vida. Se um filhote sentir frio, ele avisa à mãe com um assobio muito agudo, acima da percepção do ouvido humano, e ela vem em seu socorro, apertando-o contra seu corpo.

Se ele cair do ninho avisa da mesma maneira, e é resgatado pela mãe e levado de volta ao ninho.

As roedoras lambem a todo momento os filhotes, para limpá-los e fazê-los urinar e defecar, coisa que eles ainda não fazem sozinhos. A mãe ingere a urina para manter o ninho limpo.

cuidando do bebêrato

ratinhos no ninho

As mães ensinam os filhotes a lidar com o alimento


Assim como os filhotes de vários outros animais — como ursos pardos e macacos, por exemplo — os ratos aprendem com a mãe a obter alimento. Experiências demonstraram que ratos urbanos não conseguem abrir os cones de pinheiros, mas quando seus filhotes são adotados por mães da floresta, eles adquirem essa habilidade. Por outro lado, quando filhotes da floresta são adotados por mães urbanas, não aprendem a comer sementes de pinheiro.

ninho de rato

Alimentar os filhotes com leite é a marca característica do mamífero, e a mamãe camundongo amamenta seus bebês regularmente. Isso lhes dá energia para crescer com rapidez.

Com 6 dias, os filhotes começam a apresentar uma cor amarronzada à medida que aparecem os pêlos. Seus movimentos e grunhidos, mais fortes, agora podem ser facilmente detectados pelos predadores.
A mãe ainda amamenta. O pai já se foi há muito tempo: quase não participa da vida familiar.

Com 10 dias os olhos já estão abertos e os filhotes começam a enxergar. Estão mais ágeis e bem coordenados. Em muitos mamíferos, o filhote teria atingido esse estágio de desenvolvimento ainda no útero e só agora é que estaria pronto para nascer. É por isso que a natureza dá ao camundongo uma grande ninhada, compensando a perda dos prematuros mais frágeis. Os filhotes nascem "prematuramente", pois seria impossível para a mãe carregar tantos bebês maiores no útero.

Com 14 dias os camundongos começam a ter curiosidade pelo mundo que os rodeia e deixam o ninho para dar passeios curtos. Logo enfrentarão sozinhos os perigos - os predadores, a falta de comida e a superpopulação, pois eles também começarão a se reproduzir.

Os filhotes só desmamam e passam a se alimentar de sólidos (grãos e sementes) com 18 dias de idade.

ninho de ratos


Os camundongos são mamíferos pequenos, praticamente indefesos. Sua estratégia de sobrevivência é a reprodução - eles procriam com uma rapidez impressionante.

A fêmea fica apta a reproduzir com apenas seis semanas de idade e chega a ter até setenta filhotes por ano.

Se todos sobreviverem e, por sua vez, se reproduzirem, um só casal pode render centenas de camundongos.

paramele dentro da bolsa marsupial

Paramele

Os bebês do paramele (um tipo de rato-marsupial) passam pouco tempo no útero - de 12 a 13 dias. Talvez isso ocorra porque os marsupiais não têm mecanismos para desativar as defesas naturais contra corpos estranhos. Assim, o corpo da mãe pode rejeitá-los.

Ao contrário de outros marsupiais, os filhotes do paramele são gerados dentro de uma placenta ligada à parede do útero.
Numa ninhada de até sete filhotes, de 10 mm de comprimento, cada um fica grudado no útero da mãe por um cordão umbilical.

Quando eles se arrastam em direção à abertura da bolsa, localizada em sua parte traseira, os cordões servem como cordas de escalada, e se um filhote cair da pelagem da mãe, ainda tem chance de chegar à teta.

Depois de serem amamentados por sete semanas, os filhotes deixam a bolsa, e dez dias depois desmamam.

Quando há comida em abundância, eles podem estar maduros aos três meses de idade.

Os ratões alimentam-se de insetos, plantas e pequenas criaturas, como minhocas, que retiram da terra cavando com suas garras dianteiras.

rato na florestarato carregando palha para fazer o ninho

 

 

 

 

 

Rato-ceifeiro: O arroz é um de seus alimentos prediletos, mas não o único. Outros tipos de grão, que crescem em espigas, também servem. Para comer, o ratinho sobe pelo caule da planta, chega até a espiga, arranca um grão, descasca e come. Tudo isso muito depressa, porque de grão em grão leva tempo para encher a pança. Além disso, há inimigos sempre perto: aves de rapina, doninhas e outros carnívoros. Quando acaba de comer uma espiga, ele desce de volta, cabeça para baixo, e vai à procura de outro caule, outra espiga. Mas se encontrar algum inseto no caminho, também o devora.
Agilidade e rapidez são importantes para sobrevivência do rato-ceifeiro. Muito frágil para lutar contra seus inimigos, sua melhor defesa é fugir para o ninho

camundongo

Camundongo-de-monte-de-seixo

O camundongo-de-monte-de-seixo faz a manutenção constante de seu abrigo. A umidade que se condensa nas pedras refresca a toca e proporciona água.


No deserto de Pilhara, no oeste da Austrália, a temperatura muitas vezes chega a 49°C. Isso certamente inspirou o camundongo-de-monte-de-seixo a construir um sistema de refrigeração na entrada de sua toca, formada por um monte de pedras, que faz a captação do orvalho.

À noite, quando as pedras esfriam, a umidade condensa-se nelas, proporcionando água ao camundongo. E, quando a água evapora durante o dia, refresca o abrigo.

O camundongo leva algumas horas para carregar 30g de pedras (cerca de metade de seu peso) para o monte.

O chasco-de-monte com cabeça branca do norte da África também utiliza um monte de pedras para fazer seu ninho.

casa suspensa

Rato-de-colheita

Uma casa elevada não apenas protege alguns animais de seus predadores como também permite que eles vivam perto de seu alimento.
O rato-de-colheita constrói sua casa com folhas.

Não há uma entrada visível no ninho redondo do rato de colheita, que pende dos caules de gramíneas e outros vegetais de caule longo e rígido.

Para tecer um ninho do tamanho de uma bola de tênis, a fêmea utiliza umas vinte folhas. Ela rasga as folhas várias vezes no sentido do comprimento com os dentes afiados e, então, sem destacar as tiras, faz um entrelaçado.

Como as folhas estão verdes, são bem flexíveis e permitem que as paredes se estendam e se contraiam com a passagem da fêmea.

Ela é tão pequena — apenas 64mm, sem contar a cauda, e leve como uma moeda — que se movimenta com facilidade entre os caules, usando a longa cauda como um membro extra.

Ao terminar o ninho, a fêmea avermelhada forra a trama com capim mastigado. Mais tarde, ela dá à luz até oito filhotes pelados e cegos, que amamenta por uma semana, alimentando-os depois com sementes, grãos, brotos e frutas macias, tudo à mão.

Com dezesseis dias, os filhotes acinzentados já podem defender-se sozinhos. Aos poucos, o pêlo adquire a cor do rato adulto, começando pelas patas traseiras.

Hâmster dourado comendo sementeshâmster carregando bebê

Nas duas fotos acima, hâmsters

Em breve, mais conteúdo sobre os hâmsters

 

Rato-canguru-rabo-de-bandeira

Os ratos-canguru-do-rabo-de-bandeira, que vivem nos desertos do sudoeste dos Estados Unidos, batucam ruidosamente com os pés nos montículos de areia onde ficam suas tocas, para enviar sinais e informações aos vizinhos. Cada sinal é um rápido tamborilar, repetido para criar uma sequência reconhecível.

Cada sinal tem uma diferença sutil, variando conforme o número de batidas em cada frase e o número de frases em cada sequência.
Além de transmitir sinais de advertência aos intrusos, o ritmo também anuncia a idade e o sexo do percussionista noturno, pois as batidas se intensificam da infância em diante, chegando ao máximo no adulto jovem e, mais uma vez, diminuindo com a aproximação da velhice. Ao longo da vida os machos batem mais rápido que as fêmeas.
Será que foi isso que inspirou o uso de tambores pelos índios?

Veja mais sobre ratos marsupiais .

Você também pode se interessar por outros roedores, como o criceto, o musaranho e a chinchila.

 

 
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