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Ursos

As características comuns a todos os ursos são pelagem espessa, rabo curto, o olfato desenvolvido e as garras não retráteis.
Os ursídeos são na grande maioria animais onívoros.

urso zangado

 

Urso Pardo

É grande e pode até pesar 360 Kg. Ele é onívoro (come de tudo).

O urso pardo não é tão grande quanto o urso polar, mas é um dos maiores mamíferos.

Durante o inverno dorme 6 meses seguidos.

Não tem medo de nada, é o senhor das montanhas.

Apesar de sua visão ser fraca é um ótimo caçador.
Sente todos os cheiros de longe.

urso marrom pescando

 

A estação de pesca dos ursos pardos da América do Norte é em julho, quando o salmão sobe os rios para desovar no Canadá e Alasca.

Essa é a única época em que os  ursos podem ser vistos em grandes grupos.

De pé nas margens ou andando nas pedras dentro d'água, os ursos pegam os salmões que sobem pelas corredeiras ou cachoeiras.

urso pardo de pé, encostado em uma árvore

 

Ursos pardos no inverno

A vida do urso pardo oscila entre o banquete e a fome.

No verão e no outono comem peixe e carniça, frutas e nozes. No inverno, eles passam fome.

E é nessa época a fêmea amamenta seus filhotes, que nascem cegos e pelados, logo que ela se muda para sua morada de inverno, e quando a fêmea sai da toca na primavera, ela perdeu cerca de um quarto do seu peso.

Os ursos pardos acasalam na primavera ou no começo do verão, e o óvulo fecundado começa a crescer quase que imediatamente. Mas o embrião flutua no aparelho reprodutor da fêmea durante cinco meses e só recomeça a crescer quando ela está pronta para hibernar, em outubro ou novembro.

Os ursos não acasalam na primevera para dar a luz no verão porque a comida farta do outono não dura muito e, para armazenar bastante gordura para sobreviverem ao inverno, os ursos precisam comer o máximo possível.

Acasalando no início do ano e retardando o desenvolvimento e o nascimento do filhote na toca de inverno, a fêmea tem certeza de que comerá o máximo possível no outono. Isso irá garantir um armazenamento de gordura que dará a ela e aos filhotes mais chances de sobrevivência nos meses do inverno.

 

Aprendendo pelo exemplo

Os filhotes de urso pardo da América do Norte aprendem a gostar de peixe com a mãe (como mostra a foto abaixo).

No verão ela os leva para pegar salmão nos rios onde esses peixes desovam.

 

fêmea de urso pardo ensinando os filhotes a pescar

 

 

 

 

filhote de urso subiu na árvore

Mamães ursas ensinam os filhotes a serem independentes

Após vários meses de cuidado com os filhotes, chega o dia em que a fêmea do urso leva-os para cima de uma árvore, exatamente como fez sempre que houve perigo.

Mas desta vez ela os abandona.
É sua forma de lhes dizer que, estão bem grandinhis e já é hora de se virar.

A primeira vista, parece cruel. Mas, se permanecerem no território da mãe, e disputarem alimentos entre si, a sobrevivência se tornará cada vez mais difícil para todos eles.
Faltarão alimentos e tocas antes que fiquem adultos.

As mães terão feito o máximo para garantir que eles tenham as melhores chances de continuar a linhagem familiar.
filhotes de ursos pardos brincando de brigar

 

Jovens ursos pardos brincam no rio.

As brincadeiras violentas exercitam habilidades que serão necessárias na vida adulta, e mostram os limites de sua força.

Brincando de brigar eles conhecem sua própria força e desenvolvem habilidades, além de se divertirem.

 

mãe e filhote brincandofamília de ursos pardos
pescando na cachoeira

Urso de óculos


Urso de óculos

O urso-de-óculos (Tremarctos ornatus) é o único urso que vive na América do Sul, habitando regiões montanhosas do oeste da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Este urso tem esse nome devido às manchas, de coloração branca ou bege em volta dos olhos, parecendo grandes óculos.

Podem ser pretos ou marrom-escuros.
Podem ter de 1,20m à 1,80m e o pesar entre 60 e 62 kg (fêmeas), e entre 140 e 175 kg (machos).

Nos Andes já foram vistos em diversas altitudes, desde 457 à 3658 metros de altitude. Mas preferem as florestas úmidas, entre 1900 e 2350 metros de altitude.

São animais preferencialmente noturnos e gostam de dormir durante o dia entre raízes das árvores ou dentro de cavernas. Como os outros ursos, são solitários e vivem tanto no chão quanto em árvores.

O urso-de-óculos se alimenta principalmente de plantas e frutos variados, palmitos, bambu e milho, além de insetos e pequenos roedores, mas o que eles gostam mesmo é de bromélias.

Escalam grandes árvores em busca de frutos e fazem largas plataformas usando galhos quebrados para usar como locais de alimentação.

A gestação dos ursos de óculos leva 8 meses, e nascem de 1 a 3 filhotes, com 320 g cada um.

O período de vida dessa espécie é em média 25 anos, mas em cativeiro podem passar dos 35 anos.

O urso-de-óculos está ameaçado de extinção, pela destruiçao de seu habitat natural e também pela caça ilegal, pois acredita-se que tenham propriedades medicinais.

urso-preguiça indiano

Usando as ervas

Nem todos os animais comem determinadas plantas porque fazem bem à saúde.

O urso-preguiça indiano mastiga as flores fermentadas de madfiuca, aparentemente pelo prazer de ficar inebriado.

Ao contrário dos outros ursos, ele tem longas unhas curvas que usa para se pendurar de cabeça para baixo nas árvores como uma preguiça.

Na América do Norte, os índios navajos dizem ter aprendido com os ursos pardos a usar certas plantas da família da ligústica para se livrarem dos parasitas, observando-os mastigar, cuspir e depois esfregar no pêlo a raiz que contém componentes antiparasitários.

família de ursos polares

Urso Polar

É o maior carnívoro, o mais forte e o que vive mais tempo (50 anos).

Apesar de seus 2,5 m de comprimento e 700 kg, pode perseguir sua presa a uns 40 km por hora.

Na água a velocidade é de 4 a 5 km por hora, e pode nadar horas e horas contínuas, à procura de caça.

Marcando território

Para ajudar a identificar os limites de seus territórios, muitos animais marcam com um cheiro (geralmente urina).

O odor pode passar informações sobre o status, sexo e até mesmo o humor de quem o deixou.

 

 

urso polar esperando aparecer uma foca no buraco do gelo

Por que os ursos polares preferem caçar sozinhos

Os ursos polares preferem caçar sozinhos pois precisam se camuflar, com a ajuda do pelo branco e ficando imóveis por horas (como na foto ao lado), eles conseguem enganar as focas, que são apanhadas quando se aproximam.
Quando está de tocaia junto a uma fenda do gelo, o urso geralmente esconde o focinho preto,para que a foca, que aparece para respirar, leve alguns segundos para perceber a presença do urso. Segundos preciosos pra quem está ali esperando a horas por comida.

As brigas entre ursos polares são raras, mas podem ser perigosas quando os machos disputam uma fêmea.

A estação de acasalamento é uma das poucas vezes em que os ursos buscam companhia.

As fêmeas com filhotes ficam longe dos machos adultos, pois podem machucar um de seus filhotes.

Mas também são oportunistas. Aparecem em qualquer lugar onde haja comida, seja lixo de cidade ou carcaça de uma baleia naufragada.

Assim que a comida acaba, os ursos somem e continuam a viver solitariamente.

 

mamãe ursa hibernando

Casa sob a neve

Todos os anos, em novembro, a fêmea começa a construir o abrigo onde nascerão seus filhotes.

Embora a grossa pelagem do urso polar adulto o mantenha aquecido, os filhotes nascem cegos e com pouca pelagem e não sobreviveriam a céu aberto.

As fêmeas preferem cavar o abrigo na neve do ano anterior , que já está compacta.

Com as grandes garras, a ursa cava um túnel de entrada de aproximadamente l,8m de comprimento faz uma soleira e uma câmara abobadada.

Aquecida pelo corpo da ursa, a temperatura do interior do abrigo pode ser 21"C mais alta que a temperatura do ladode fora.

A fêmea geralmente dá à luz a um ou dois filhotes, em dezembro ou janeiro, mas passa todo o inverno no abrigo.

Ao nascer, o filhote mede uns 25cm e pesa mais ou menos 1kg.

filhotes de urso polar dentro da toca onde nasceram

 



Eles abrem os olhos com 5 semanas e começam a andar com 7 semanas.

A fêmea do urso polar, que tem apenas 4 mamilos, dorme a maior parte do tempo, e os filhotes brincam juntos.

Em março, quando a luz que atravessa o teto de gelo fica mais forte, a ursa rompe o gelo e sai do abrigo com seus filhotes, e corre para o mar onde fará finalmente uma refeição.

ilustração de uma tocaUrsa rompendo o abrigo ao fim do inverno

 

 

 

família de ursos nadando

Aprendendo a nadar

Dentro da água o urso polar é muito mais ágil, porque a gordura e o ar dos pulmões fazem seu corpo mais leve, e porque possui membranas que unem seus dedos (os outros não têm essa membrana).

Nas primeiras passeadas pela água, os filhotes nadam sempre atrás da mãe.
Os ursinhos não poderiam acompanhar a velocidade da ursa, por isso um dos filhotes morde a cauda da mãe o tempo todo, enquanto o segundo segura firme mordendo a cauda do irmão.

mamae e bebe urso polar brincando dentro da água

Alimentando o filhote

Para alimentar e cuidar dos filhotes, a fêmea usou a gordura de seu corpo durante todo o inverno.

Quando os filhotes começam a alimentar-se de comida sólida, a mãe tem que dividir os peixes e focas que consegue caçar com eles. Por isso, na primavera, ela fica com a metade do peso que tinha seis meses antes, no final do verão anterior.

família de ursos

 

 

ursos polar mergulhandoilustração de um urso polar

dois ursos no iceberg

Reservas para os ursos polares


Em 1965, os ecologistas russos estimaram que só restavam cerca de 10 mil ursos polares. Um fórum internacional admitiu que mais de 1.400 eram mortos anualmente, mas não concordou com a extinção total da caça, pois o esporte tinha-se tornado um negócio lucrativo. Os caçadores de focas da Noruega também consideraram os ursos predadores inoportunos.

A pressão para proteger os ursos polares continuou e em 1975, convenceram cinco países, onde os ursos são encontrados (Estados Unidos, Canadá, Groenlândia, Noruega e Rússia), a acabar com a caça.

Foram estabelecidas, no Canadá, Groenlândia, Noruega e Rússia, reservas onde os ursos podem andar, comer e procriar sem serem perturbados. Como resultado, não só os ursos polares foram salvos da extinção, como também várias outras espécies árticas, como o ganso da neve, as raposas e as renas, beneficiaram-se desses santuários rodeados de gelo.

Hoje em dia, com a proibição da caça, a principal ameaça para a sobrevivência dos ursos polares vem das mudanças climáticas.
O urso polar está sendo muito afetado pela diminuição cada vez mais rápida do gelo ártico no final da primavera, e de sua chegada cada vez mais tardia no outono. Por causa do aquecimento global, as geleiras podem vir a derreter completamente, segundo alguns cientistas.

urso polar
 
 
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